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OPERAÇÃO MEDERI: Prefeitura de São Gonçalo tem contrato de quase 1 milhão de reais com empresa de medicamentos alvo de investigação de fraude e propina entre o alto escalão de prefeituras do RN

  • Foto do escritor: Lu Bezerra
    Lu Bezerra
  • 30 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 1 de fev.

Enquanto a população reclama e aponta falta de medicamentos básicos e de uso contínuo nas unidades saúde do município, a atual gestão assinou contrato ainda no início de 2025

Prefeito de São Gonçalo do Aamarante (RN), Jaime Calado e o vice-prefeito Flávio Henrique Oliveira FOTO: DIVULGAÇÃO
Prefeito de São Gonçalo do Aamarante (RN), Jaime Calado e o vice-prefeito Flávio Henrique Oliveira FOTO: DIVULGAÇÃO

De acordo com informações apuradas via Portal da Transparência do município, a gestão do Prefeito Jaime Calado (PSD) assinou contrato com a empresa Dismed Distribuidora de Medicamentos LTDA. A mesma empresa apontada no esquema de fraude e propina milionária na Operação Mederi que envolve como principal articulador, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) , aliado do casal Jaime Calado e da senadora Zenaide Maia.


A despesa empenhada no orçamento público de número 608402025, foi firmada por meio de contrato em 13 de fevereiro de 2025 pela então secretária municipal de saúde Terezinha Rêgo e Oseas Monthalggan Fernandes Costa, um dos sócios da empresa investigada por fraude na Operação da Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU). Oseas é o empresário que foi pego com uma caixa de isopor com dinheiro vivo durante a abordagem da Polícia Federal e foi notícia nacional na última terça-feira (27).


Empresário Oseas Monthalggan ao lado do prefeito Allyson Bezerra, caixa de isopor sob o poder do empresário apreendida durante operação. Do lado direito a ex-secretária de Saúde de São Gonçalo Terezinha Rêgo ao lado do casal de políticos há vinte anos no poder do município são-gonçalense. FOTO: DIVULGAÇÃO
Empresário Oseas Monthalggan ao lado do prefeito Allyson Bezerra, caixa de isopor sob o poder do empresário apreendida durante operação. Do lado direito a ex-secretária de Saúde de São Gonçalo Terezinha Rêgo ao lado do casal de políticos há vinte anos no poder do município são-gonçalense. FOTO: DIVULGAÇÃO

O contrato com vigência de 12 meses, tem por finalidade abastecer Farmácia das unidades básicas de saúde da rede municipal e tem o valor inicial no total de R$ 674.478,00 (seiscentos e setenta e quatro mil, quatrocentos e setenta e oito reais).


Na lista de medicamentos estão: azitromicina, atenolol, cefalexina, dexametasona, enalapril, loratadina, metformina, prednisona, ácido acetilsalicílico, anlodipino besilato, captopril, estrogênios conjugados, furosemida, losartana, sais para reidratação oral, tetraciclina + anfotericina B e hidroclorotiazida, com especificações detalhadas sobre dosagem, validade mínima e quantidade dos fármacos.


Além disso, há um aditivo no contrato, com início em 18 de agosto de 2025 e término em 12 de fevereiro de 2026, no valor de R$ 292.161,50 (duzentos e noventa e dois mil, cento e sessenta e um reais e cinquenta centavos), totalizando um valor final contratual de R$ 966.639,50 (noventos e sessenta e seis mil, seiscentos e trinta e nove reais e cinquenta centavos).


Entramos em contato com o Conselho municipal de Saúde que disse não ter conhecimento de tal contrato com a empresa investigada. Mas que iria reunir na manhã desta sexta-feira (30) a comissão de contratos e convênios para analisar o documento.


A comunicação oficial da prefeitura, através do secretário de comunicação, mais uma vez se manteve em silêncio e não retornou contato sobre esse assunto até o fechamento desta matéria.


Acesse AQUI o contrato entre a Dismed e a prefeitura.


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