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BOMBOM, DEBOCHE E SUBESTIMAÇÃO: Mães Atípicas recebem lanche para não falar de boca cheia no fórum improvisado e de fachada promovido pela SME

  • Foto do escritor: Lu Bezerra
    Lu Bezerra
  • 20 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

As redes sociais da secretaria de educação criou expectativa mas entregou frustração e descrédito numa das áreas mais polêmicas e sensíveis do governo de Calado



A fala da secretária de educação Marilac de Castro direcionada às mães com crianças atípicas nas escolas do município de São Gonçalo do Amarante (RN), não agradou profissionais da educação, mães, e tão menos, o prefeito que anda impaciente com o próprio secretariado.


Marilac de Castro, a secretária de Educação do município de São Gonçalo do Amarante se viu no direito de gravar um discurso violento e publicar num tom de aviso às mães atípicas que contestaram, a forma grotesca e unilateral, que resolveu encaminhar um Fórum com Mães Atípicas.


Prefeito Jaime Calado empossa secretários em solenidade no Teatro Municipal Poti Cavalcanti. FOTO: DIVULGAÇÃO
Prefeito Jaime Calado empossa secretários em solenidade no Teatro Municipal Poti Cavalcanti. FOTO: DIVULGAÇÃO
"Bora fazer do jeito que todo mundo gosta... sem muita organização, vem quem quer..."
"Agora TUUUDO QUE É MÃE ATÍPICA, que tem menino nas NOSSAS ESCOLAS pode entrar no ônibus e vir..."
"Vou aumentar o número de ônibus, vou aumentar o número de lanches e vai ser uma festa!" disparou a secretária num grupo de whats app se dirigindo às mães atípicas.

A postura surpreendente da secretária e doutora em Educação, se deu no contexto de preparação do suposto Fórum de Mães Atípicas. Mas sem que assembleias prévias pudessem preparar temas, estabelecer critérios e elencar problemas comuns no desafio das mães com filhos atípicos e matriculados nas unidades da rede municipal de educação. Tais caminhos culminariam numa eleição foram desviados de maneira parece que proposital, para de fato não promover a tal "representatividade" entre elas.


Ao contrário disso, o que houve foi uma imposição da própria secretaria para que cada diretor escolar pudesse indicar representantes, fato que fere o direito democrático de fala, a tão famosa liberdade de expressão.


A representatividade do Fórum teve, ao que parece, indicações forjadas orientada para reproduzir discursos rasos esuperficiais para um tema complexo. Perceba quanta contradição no processo, e sobretudo, no conceito da palavra "Fórum".


O fato é que a esperança deu lugar a frustração e ao conflito, resultado da condução unilateral, tomada pela titular da pasta da Educação, que comprovou desinteresse e desprezo em lidar com questionamentos comuns públicos e uma aula de repressão discursiva.


Tudo isso direcionado àquelas mulheres que enfrentam tantos desafios na maternidade fora da curva.


Inicialmente, a proposta encheu de esperança àquelas mulheres silenciadas, cujo perfil comum é marcado pela violência doméstica, abandono afetivo do genitor da criança atípica, falta de rede apoio, impedidas de trabalhar fora de casa, mas com agenda externa de atividades do filho (a). A maioria delas, sozinhas, se equilibrando entre uma crise de ansiedade e um julgamento social.


Por fim, entraram mudas e saíram, programadamente, silenciadas. O fórum não discutiu pauta de interesse da assembleia, que assistiu uma mesa governista montada num estilo palanque eleitoreiro para ouvir ninguém, encaminhar coisa alguma.

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